Arquimedes

“Quando eu cheguei no consultório do Daniel eu estava bem nervoso, ansioso, inseguro de mim. Tinha uma energia muito nebulosa, pesada, que eu criara sozinho e que nao largava nunca. Era uma âncora que eu carregava, no mau sentido, já estava habituado a ela. Havia a criado como forma de punição em relação a atitudes que eu havia tomado no passado. Eu nao progredia. Em três perguntasDaniel já estava me lendo e conseguimos de uma maneira muito doce e sutil deixar tudo fluir. Fluir. Um rio nunca é o mesmo, ele flui a todo instante. A água corre e deixa só a lembrança ao mesmo tempo que te traz o que é novo, o inédito, o inesperado, a boa surpresa. A boa surpresa foi ter entrado naquele consultório, foi sentar no divã e me sentir leve e em paz comigo mesmo como há muito tempo nao me sentia.”

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *